A África vem ao Brasil!

Mais de 30 alunos africanos que estudam na Universidade Federal do Amazonas (UFAM) tiveram hojê a oportunidade de mostrar a todas a rica cultura do continente no evento comemorando Dia da África.  O evento vai continuar amanhã (dia 23) no aúditorio Solimões sob o tema “África, o Berço da Humanidade”.

O evento estará no Anfiteatro Solimões na UFAM

O evento estará no Anfiteatro Solimões na UFAM

Estes estudantes fazem parte do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G), o qual oferece oportunidades de formação superior a cidadãos de países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém acordos educacionais e culturais.

Os beninenses no palco durante a apresentação do pais no primeiro dia do evento.

Os beninenses no palco durante a apresentação do pais no primeiro dia do evento.

Romuald Yomkil da República dos Camarões – situada em África Central – diz que nem percebeu que existisse um Dia da África antes de chegar no Brasil, porém, aproveita a comemoração. “O fato desse dia ser comemorado aqui no Brasil, Amazonas, me deixa simplesmente feliz por celebrar um dia do meu continente num outro continente. O sentimento que eu tenho -estando fora do meu continente – é que o Brasil – é consciente da longa e emocionante história que carrega o continente africano, tornando daí importante um certo reconhecimento desse continente.”

Romuald Yomkil participou na peça, na organização, e também apresentou o país dele - Camarôes

Romuald Yomkil participou na peça, na organização, e também apresentou o país dele – Camarôes

Yomkil apresentou e divulgou informaçês sobre o pais dele neste primeiro dia, porém Camarões representa apenas um dos países que foram representados pelo evento. Os estudantes africanos do PEC-G na UFAM vêm de Benim, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Quénia, Repúblico do Congo e Togo.

Konde Essoyotou mostra a bandeira do Togo

Konde Essoyotou mostra a bandeira do Togo

O evento tem um interesse crescente também entre a população estudantil. Estudante brasileira Beatriz Oliveira comenta que a cultura africana é pouco reconhecida no Amazonas. Ela diz que desde que decidiu participar na peça dos africanos, ela já aprendeu muito. “Quando a gente conversa com os africanos que estão aqui [em Manausa gente vê que é totalmente diferente. O que me impressionou foi a educação de lá, que é diferente de nossa. É educação mais rica e muito valorizada, eles são muito inteligentes.”

Beatriz assiste a final reuinão em preparação ao evento

Beatriz assiste a reuinão final em preparação ao evento

Ela também ficou impresionada com as danças africanas modernas, as quais foram apresentados na peça “A Realidade Africana” na qual ela também participou. “É muito mais artistica pelo fato de envolve o todo corpo, não só a sensualidade erótica. Na dança – no caso da africana – é todo mais sensualidade artistica, e isso eu acho muito linda.”

Um aluno do Benin dança durante a peça

Um aluno do Benin dança durante a peça

A peça foi escrita por Raymonde Degohunkpe. Os atores já foram convidados para realizar a mesma peça em alguns eventos fora da UFAM. O coordenador do evento, o professor e historiador Hideraldo Costa explicou que o evento é uma ação institutional da Pró-Reitoria de Extensão e Interiorização (ProExti), que criou a programma Nossa África.

O professor fala com os estudantes africanos no Sábado antes do evento na UFAM.

O professor fala com os estudantes africanos no Sábado antes do evento na UFAM.

ProExti [estátentando dar conta das demandas que a instuitação tem que responder aos seu acadêmicos. [As demandastêm a ver com os conteúdos relacionados á historia e cultura africana e indigena. O programma Nossa África, ele vem a responder as duas questões principais, a essa demanda das leis e essa demada social. Temos mais de 30 alunos da continente africana. Então nós temos uma demanda social e uma demanda legal, e estes duas pontas, elas se interligam, e isso dá uma consistênçia ao programma.”

O professor diz que o “mosaico amplo de interraçoes culturais” vai continuar amanhã com uma mistura de palestras, música, gustação, um desfile e um execução de capoeria por um Mestre Baiano.

José Benedito dos Santos fez uma palestra no dia

José Benedito dos Santos fez uma palestra no primeiro dia

Alunos da Quinea e Angola participam no evento

Alunos da  Quênia e Angola participam no evento

Beatrice diz que ela já convidou as colegas para a comemoração amanhã, e acha importante que eles comparecam. “Aqui existe muito racismo. A gente pode entender melhor que o Africano não é só um negro que passa fome e tudo,  mas [é umapessoa como nós e muito intelligente. E tem que saber outros culturas também, porque é favorável por nosso desenvolvimento.”

Dia da África

Dia da África